{Entonces}


eu ainda estou aqui….
janeiro 28, 2008, 9:17 pm
Filed under: Post do dia

entonces-tag.jpg 

Tsc Tsc Tsc …

Eu sei, eu sei que este blog esta desatualizado e jogado ‘as tracas, mas e que apesar de estar sem tempo, estou sem internet em casa (por isso a gramatica horrorosa desses computadores de lan house)

Mas semana que vem vou ter uma folguinha e apareco novamente.

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janeiro 26, 2008, 4:33 am
Filed under: Post do dia

Amy Winehouse – Love is a Losing Game

nao precisa dizer mais nada…



janeiro 26, 2008, 4:28 am
Filed under: Post do dia

Amy Winehouse -You Know I’m No Good



Cabelo, cabeleira (que nada), descabelada
janeiro 18, 2008, 11:37 am
Filed under: ::Retrato Falado
ju-2008.jpg

Depois de um momento irracional eu mandei passar a tesoura no cabelão e o resultado foi esse… curtinho, curtinho…

Saudades do meu “coque” preso com rabicó de acrílico lilás.

O meu consolo é que cabelo cresce…



30 ANOS!!!!!
janeiro 7, 2008, 8:22 pm
Filed under: Datas Especiais
30anos-de-praia.jpg

 Até que não doeu tanto fazer 3o anos…  Pelo contrário, tive um dia maravilhoso contemplando o amanhecer do dia, enquanto as ondas do mar batiam bravamente nas rochas e as gaivotas voavam com toda suavidade acima do oceano. Harmonia energizante.

Vou tirar estes exemplos da natureza para aplicar na minha vida dos “inta”.

Braveza, suavidade e harmonia para levar a vida numa boa, estando preparada para as agruras e felicidades da vida. Sendo forte como  a rocha para suportar a água fria batendo, e tendo a suavidade do vôo da gaivota para perceber e sentir os grandes detalhes, mesmo que nas pequenas coisas, e fazer de um grande aprendizado cada dor,alegria , tristeza ou amor que a vida apresenta, seja nos vinte, trinta, quarenta e por aí vai.

Viver é tudo, independente da idade que está no seu R.G., porque a idade é emocional.

agora um texto de um dos meus autores preferidos: Affonso Romanp de Sant’anna

Fazer 30 Anos
Affonso Romano de Sant’Anna  

Quatro pessoas, num mesmo dia, me dizem que vão fazer 30 anos. E me anunciam isto com uma certa gravidade. Nenhuma está dizendo: vou tomar um sorvete na esquina, ou : vou ali comprar um jornal. Na verdade estão proclamando: vou fazer 30 anos e, por favor, prestem atenção, quero cumplicidade, porque estou no limiar de alguma coisa grave.  

Antes dos 30, as coisas são diferentes. Claro que há algumas datas significativas, mas fazer 7, 14, 18 ou 21 anos é ir numa escalada montanha acima, enquanto fazer 30 anos é chegar no primeiro grande patamar de onde se pode mais agudamente descortinar.  

Fazer 40, 50 ou 60 é outro ritual, uma outra crônica, e um dia eu chego lá. Mas fazer 30 anos é mais do que um rito de passagem, é um rito de iniciação, um ato realmente inaugural. Talvez haja quem faça 30 anos aos 25, outros aos 45, e alguns, nunca. Sei que há gente que não fará jamais 30 anos. Não há como obrigá-los. Não sabem o que perdem os que não querem celebrar os 30 anos.

Fazer 30 anos é coisa fina, é começar a provar do néctar dos deuses e descobrir que sabor tem a eternidade. O paladar, o tato, o olfato, a visão e todos os sentidos estão começando a tirar prazeres indizíveis das coisas.

Fazer  30 anos, bem poderia dizer Clarice Lispector, é cair em área sagrada. Até os 30, me dizia um amigo, a gente  vai emitindo promissórias. A partir daí é hora de começar a pagar. Mas também se poderia dizer: até essa idade fez-se o aprendizado básico. Cumpriu-se o longo ciclo escolar,  que parecia interminável, já se foi do primário ao doutorado. A profissão já deve ter sido escolhida. Já se teve a primeira mesa de trabalho, escritório ou negócio. Já se casou a primeira vez, já se teve o primeiro filho. A vida já se inaugurou em fraldas, fotos, festas, viagens, todo tipo de viagens, até das drogas já retornou quem tinha que retornar. 

Quando alguém faz 30 anos, não creiam que seja uma coisa fácil. Não é simplesmente, como num jogo de amarelinha, pular da casa dos 29 para a  dos 30 saltitantemente. Fazer 30 anos é cair numa epifania . Fazer 30 anos é como ir a Europa pela primeira vez. Fazer 30 anos é como o mineiro vê pela primeira vez o mar.   

Um dia eu fiz 30 anos. Estava ali no estrangeiro, estranho em toda a estranheza do ser, à beira-mar, na Califórnia. Era um homem e seus trinta anos. Mais que isto: um homem e seus trinta amos. Um homem e seus trinta corpos, como os anéis de um tronco, cheio de eus e nós arborizado, arborizando, ao sol e a sós. Na verdade, fazer 30 anos não é  para qualquer um.

Fazer 30 anos é de repente, descobrir-se no tempo. Antes, vive-se no espaço. Viver no espaço é mais fácil e deslizante. É mais corporal e objetivo. Pode-se patinar e esquiar amplamente. Mas fazer 30 anos é como  sair do espaço e penetrar no tempo.

E penetrar no tempo é mister de grande responsabilidade. É descobri outra dimensão além dos dedos da mão. É como algo mais denso se tivesse criado sob a couraça da casca. Algo, no entanto, mais tênue que uma membrana. Algo como um centro, às vezes móvel, é verdade, mas um centro de dor colorido. Algo mais que uma nebulosa, algo assim pulsante que se entreabrisse em sementes.  

Aos 30 anos já se aprendeu os limites da ilha, já se sabe de onde sopram os tufões e, como o náufrago que se salva, é hora de se autocartografar. Já se sabe que um tempo em nós destila, que no tempo nos deslocamos, que no tempo a gente se dilui e se dilema.

Fazer 30 anos é como uma pedra que já não precisa exibir preciosidade, porque já não cabe em preços. É como se a ave que canta, não para se denunciar, senão para amanhecer. 

Fazer 30 anos é passar da reta à curva. Fazer 30 anos é passar da quantidade à qualidade.

Fazer 30 anos é passar do espaço ao tempo. É quando se operam maravilhas como a um cego em Jericó. 

Fazer 30 anos é mais do que chegar ao primeiro grande patamar. É mais do que  poder olhar para trás.

Chegar aos 30 anos é hora de se abismar. Por isso é necessário ter asas, e sobre o abismo voar.